Caso Andressa: "Se eu fosse culpado, já teria fugido para fora do país", diz Otávio Holz






Pai da menina Andressa Holz, assassinada em Luzerna, conversou com o DC nesta manhã
Daisy Trombetta | daisy.trombetta@diario.com.br
Fonte: DC



Otávio Holz, pai da menina Andressa Holz, 12 anos, assassinada em junho, afirmou, na manhã desta segunda-feira, que "se fosse culpado pelo crime, já teria fugido para outro país". A adolescente desapareceu quando voltava da catequese em Luzerna, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

O pai havia dito que a polícia o apontava como suspeito pelo crime. Agora, ele teme ser preso. Segundo Otávio, uma fuga para exterior seria fácil porque ele tem parentes morando no Paraguai e na Bolívia. O homem alega que a polícia estaria "criando um culpado" para o assassinato de Andressa:

— Tem um pé de acusação para o meu lado. A última coisa que eu quero é cair em um presídio. Tenho medo de ser preso, depois de ver tanta injustiça no nosso país.

Otávio diz ter deixado de buscar informações sobre o andamento do inquérito porque a polícia estaria tratando-o "como marginal". Ele não descarta a hipótese de contratar um investigador particular para auxiliar na busca por pistas do assassino da filha.

Por enquanto, o caso está nas mãos da polícia. A família Holz alega que não teve mais nenhuma pista sobre a morte da filha.

Otávio ressaltou que os dois filhos da família, Andressa e Anderson, que tem 16 anos, foram planejados. Eles teriam se mudado do Rio Grande do Sul para Santa Catarina em busca de um futuro melhor. A família diz que não tem planos para deixar o Estado, pelo menos antes de ter uma resposta sobre a morte da adolescente.

Na semana passada, o pai de Andressa esteve na delegacia para retirar as roupas que a filha usava no dia em que foi assassinada. A bicicleta da menina ainda não foi entregue à família.

O delegado regional de Joaçaba, um dos responsáveis pelo caso, Ademir Tadeu de Oliveira, não foi encontrado na manhã desta segunda-feira para comentar as declarações.

Entenda o caso

O corpo de Andressa — que sumiu no dia 17 de junho quando voltava para casa depois de ir à catequese — foi localizado pelo pai dela, Otávio Holz, e por dois vizinhos por volta das 9h de 1º outubro. Antes do corpo, naquela manhã, os três haviam encontrado a bicicleta azul que a menina usava no trajeto de quatro quilômetros , entre a igreja e a casa da família.

A bicicleta estava jogada na mata, às margens do Rio Leãozinho, coberta por galhos e entulhos. Cerca de 50 metros do local onde encontraram o objeto, os três homens avistaram um pedaço de tecido. Procuraram por vestígios, cavaram e localizaram o corpo de Andressa, enterrado em um buraco entre as raízes de uma árvore.


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